Pequeno historial

Ronfe, é uma vila situada no concelho de Guimarães do qual dista cerca de oito quilómetros, ravessada pela estrada nacional 206 que a liga á sede do concelho bem como ao vizinho concelho de Vila Nova de Famalicão. Está rodeada pelas freguesias de Brito, Vermil, Joane, Mogege, Pedome, Gondar e S. Jorge de Selho, estas duas últimas tendo como fronteira natural a Rio Ave.

Tem uma área aproximada de 499 hectares e nela vivem quatro mil quatrocentos e oitenta e sete habitantes (segundo os censos de 2001).

Padroeiro é S. Tiago.

Relativamente a festas , a principal é a do seu padroeiro que se realiza no dia 25 de Julho ou no Domingo imediato, atraindo a esta muito gente quer da vila quer das terras vizinhas.

Quanto ás principais actividades económicas são de destacar a indústria textil, principal actividade da Vila, tendo ultimamente havido um grande incremento no que diz respeito ao comércio.

Relativamente á agricultura, esta tem vindo a perder importância, destacando-se duas ou três quintas na produção de vinho.

Monumentos e casas senhoriais.

Quanto a monumentos não existem embora se conste que uns penedos ainda visiveis seriam utilizados para aí enforcarem os criminosos, sendo, por isso, conhecidos como penedos da forca. Tal carece de documentação.

Existem as casas senhoriais ou brasonadas das quintas de Riba D’Ave, de S. Miguel e a Casa da Viscondessa. Vila antiga, ligada ao Couto de Belmir, já em 1033 era citada como “villa Belmit” que integrava Ronfe e Vermil. A partir do século XIV passou a designar-se Couto de Ronfe.

Tanto quanto se sabe o topónimo é de origem germânica e tendo no século XIII a forma de Rauffi vem do nome pessoal de Ranulfus, isto é , Ranulfi “villa”. Até 1834 foi cabeça de Couto que era constituido pela freguesia de Vermil e parte de Mogege. Era administrado por uma câmara composto por doze vereadores, um procurador, um juíz ordinário, que era também o presidente da câmara. Havia também um oficial de diligências . Este couto estava sujeito ao corregedor da Vila de Guimarães e pertencia á repartição militar de Braga. Em 1834 o Couto foi extinto, tendo esta freguesia sido incorporada no concelho de Guimarães.